Eu costumo ler críticas, mas é impressionante a incapacidade que eu tenho de concordar com elas , sejam elas para cds, filmes, teatro, etc. De tudo que escrevem, 80% eu discordo, mas admito que eu sempre leio, é quase uma curiosidade mórbida. Mas na verdade é gostoso ter um ponto de vista diferente, é um sinal de que você tem alguma personalidade.
Com o passar do tempo eu notei algumas táticas e técnicas para se receber uma boa crítica. Em caso de filmes, faça qualquer coisa em preto e branco. Pronto, sucesso instantâneo! Em caso de música grave qualquer coisa do Sergio Mendes (ou do pessoal da bossa nova) pode até ser “Sergio Mendes em versão trash metal”. Vai ser considerado inovador, brilhante...
Semana passada, quando eu li no jornal Folha de São Paulo, a crítica do novo cd do Korn, escrito por um cara chamado Márvio dos Anjos (“Márvio?”), mais uma vez me dei conta de como discordo dos críticos em geral. O cara esculhamba o cd, classificou-o como tudo de ruim e terminou a crítica dizendo que o cd é “insuportável”.
Minha crítica à sua crítica:
Meu caro “Márvio”, discordo completamente de você. Acho que o último trabalho do Korn é um dos melhores da banda, mostra um amadurecimento dos caras depois do acústico (que também é muito bom), me soa como um trabalho autêntico, diferente, porém, sem deixar de lado as raízes e o peso habitual no Korn. Quero dizer que eu não sou fanático pela banda, e acho que sua crítica foi no mínimo exagerada.
Dizem que vivemos em democracia, então, a melhor coisa a fazer é você, que está lendo, ouvir o cd e tirar suas próprias conclusões (depois vocês me falam o que acharam nos comentários...).
Vamos dar um desconto, o nome do cara é Márvio dos Anjos...para falar de Korn era melhor chamar um “Márvio dos Capetas”.

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